Setor de autopeças pode evoluir
com planejamento e inovação

O ex-presidente dos Estados Unidos John Kennedy destacou certa vez a grafia da palavra crise em chinês. Alertou que era escrita com dois caracteres: um simbolizava perigo e o outro representava oportunidades. Pois bem, parece que após os perigos enfrentados nos dois últimos anos, o setor de reposição vem, desde o último trimestre de 2015, começando a aproveitar as chances que surgem.
É verdade que grandes e pequenas empresas, sobretudo fornecedoras diretas ou indiretas de linhas de produção de montadoras, fecharam suas portas nos últimos dois anos. Mas, também é notório, que algumas outras não se limitaram apenas a manter seus volumes de negócios, elas cresceram. É fato também, que com a limitação na compra de carros novos, o motorista vai acabar precisando de manutenção para o seu atual veículo. Mas, isso não é o suficiente para definir que todas as fabricantes e lojas de autopeças vão continuar operando como se nada tivesse mudado.
Percebe-se que os murmurinhos e reclamações dos empresários do setor estão cada vez mais baixos, isso quer dizer, que eles estão enxergando cada vez mais as oportunidades. Nesse momento de crise, tem sido fundamental que se invista nas estratégias certas. Não foi o suficiente reduzir a produção e desligar funcionários. O que se vê, é que as empresas e lojas que mais crescem são aquelas que atacaram o problema, descobriram um ou mais caminhos e seguiram firme por ele.

Como foi 2015

O setor de autopeças foi um dos que mais sofreu em 2015. Ao final do ano, em resultado unificado com o comércio de veículos, a queda foi de 17,8% em relação a 2014. O IBGE, responsável pelas estatísticas, não desmembra os resultados, mas as montadoras de automóveis puxaram esses números para baixo.
Outro ponto que deve ser considerado sobre o ano que passou, foi a diminuição nos postos de trabalho no setor de autopeças. Também de acordo com o Sindipeças, foram mais de 19 mil vagas fechadas em 2015.
A balança comercial do setor de autopeças terminou 2015 com déficit de US$ 5,59 bilhões. Segundo dados do Sindipeças, o resultado, apesar de ruim, minimizou em 37,9% o prejuízo do ano anterior. Ou seja, em uma análise inicial é um balanço desfavorável, mas, já pode ser visto como um indicador de crescimento.

Panorama de retomada em 2016

A crise econômica continua acentuada neste ano, mas, para o setor de autopeças parece que as coisas estão se acalmando. O segmento vem apresentando crescimento nos primeiros meses. Dentre os motivos, destaque para as estratégias mais inovadoras de comercialização.
De acordo com a Fecomercio-SP, já no fim do ano passado o setor de reparação estava se recuperando com rapidez e ficando cada vez mais sólido. Em outubro, as lojas físicas de autopeças tinham 30,8% a mais nas vendas de autopeças na comparação com concessionárias.
Outro ponto que chama a atenção, segundo a E-bit, grupo especializado em análise de vendas por plataformas online, o setor de autopeças vem apresentando bons números nas vendas por e-commerce. A possibilidade de comparação de preços, economia de tempo e praticidade tem atraído compradores. Estima-se que tenha havido crescimento de 82,7% nesse tipo de comércio.

Comunicação

Um exemplo de sucesso, pode ser visto na fabricante Vetor Automotivo. A empresa planejou ações de comunicação direta com seus clientes e, pelos seus números, tem se mantido em crescimento. Apostou em manutenção de mídia e em um vídeo institucional que aproximou a empresa de seu público.

Pós-venda

Outras empresas também seguiram por caminhos alternativos e se mantiveram em crescimento. Esse é o caso da Arsenal Car, Ferkauto Parts, AZ Acessórios e outras que desenvolvem um trabalho de vendas por e-commerce e tiveram juntas, uma ampliação de vendas de mais de 80% em 2015.

Internet

Outras empresas também seguiram por caminhos alternativos e se mantiveram em crescimento. Esse é o caso da Arsenal Car, Ferkauto Parts, AZ Acessórios e outras que desenvolvem um trabalho de vendas por e-commerce e tiveram juntas, uma ampliação de vendas de mais de 80% em 2015.

Distribuição ajustada

Outra parte integrante do setor de reposição que vem se ajustando é a distribuição de autopeças. Os maiores distribuidores vêm apostando na seletividade do produto para acertar em cheio nas vendas. Vem se destacando mais quem tem percebido exatamente o que distribuir. Se manter estoque é um risco nesse momento, tem que se fazer a opção pelas peças com maior rotatividade. Quem tem acertado nesse cálculo, tem sobressaído.

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