Startup cria tecnologia que pode alimentar nova geração de baterias

A duração da vida da bateria é um ponto crucial no progresso da tecnologia. Os últimos veículos elétricos conseguem, praticamente, se dirigir sozinhos, mas não por muito tempo.

As aflições acerca da bateria poderiam ser resolvidas com energia solar e armazenamento de energia elétrica, mas para isso as baterias disponíveis hoje no mercado precisam ser melhoradas.

A solução poderia vir da companhia de nanotecnologia australiana Nano Nouvelle, que está desenvolvendo um eletrodo poroso, nano-estruturado e tridimensional, que diz que ajudará a superar as limitações das baterias disponíveis no mercado atual.

A companhia anunciou que seus nanomateriais Nanode estão sendo testados por duas fabricantes de baterias nos Estados Unidos. Stephanie Moroz, CEO da startup, diz que espera que os testes levem a uma adoção maior da tecnologia.

A tecnologia central da Nano Nouvelle, a Nanode, usa estanho como material eletrodo, que conta com uma densidade energética muito mais alta que a tecnologia grafite atual. Entretanto, até então, o uso comercial do estanho tem sido limitado devido a sua tendência em dilatar durante o carregamento e, consequentemente, perder energia.

Esse problema foi superado pela estrutura da Nanode, feita de filmes finos de material ativo espalhados sobre uma rede porosa de fibras 3D, ao invés de empilhados em uma folha de cobre plana.

Isso permite que a estrutura de eletrodo lide com a expansão do volume do estanho enquanto mantém a estabilidade dimensional ao nível do eletrodo. O resultado são baterias que conseguem armazenar a mesma quantidade de energia em um volume menor, comparada a baterias comerciais íon-lítio.

Para Stephanie, a nanotecnologia poderia ser facilmente incorporada ao processo existente de produção de baterias.

“Nosso objetivo é que fabricantes obtenham nosso eletrodo, combinem com seus próprios componentes e rodem através de seus processos padrão de montagem. Enquanto elas acabam produzindo baterias com maior performance, a produção atual exigirá o mínimo de esforço da parte deles”.

A CEO também acrescenta que o foco da inovação da bateria mudou nos últimos dois anos, quando deixou de focar apenas em eletrônicos portáveis e dispositivos vestíveis para direcionar esforços também em veículos elétricos e armazenamento de energia.

“As pessoas querem dirigir seus carros elétricos e armazenar energia em suas casas, mas o atraso entre os avanços científicos e um produto comercial podem levar dez anos. A boa notícia para nós é que a indústria da bateria parou de buscar tecnologias que estão longe de serem aplicadas na realidade para melhorar a performance de baterias íon-lítio, que é onde nossos produtos podem entregar valor real”.

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