Déficit da balança de autopeças registra queda de mais 30% no primeiro semestre

As exportações de autopeças foram superadas pelas importações em US$ 2,27 bilhões, segundo dados divulgados pelo Sindipeças

Entre janeiro e junho deste ano, a balança comercial de autopeças registrou déficit de US$ 2,27 bilhões. O total ficou 31,5% abaixo do registrado no mesmo período de 2015, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) consolidados pelo Sindicato da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

Com a queda nas vendas do setor automotivo, a importação de componentes diminuiu 23,6% e a exportação recuou 16,8%. Os itens comprados vieram de 146 países, totalizando US$ 5,49 bilhões. Os Estados Unidos enviaram US$ 722,2 milhões em componentes e registraram queda de 20% ante os mesmos seis meses de 2015.

A China, terceira maior fornecedora de autopeças para o Brasil, anotou expressiva queda semestral de 28,3% ao enviar US$ 550,7 milhões em componentes. A Alemanha mantém o segundo lugar, com US$ 620,9 milhões e queda de 13,1%, menos expressiva que as de EUA e China.

Dos 20 principais fornecedores ao mercado brasileiro, somente República Tcheca e Polônia tiveram crescimento em exportações de autopeças neste primeiro semestre sobre iguais meses do ano passado.

No caminho oposto, as exportações de itens automotivos seguiram para 169 mercados e totalizaram US$ 3,22 bilhões. Somente para a Argentina, maior destino, foram enviados US$ 889,3 milhões em autopeças, valor 32,5% menor que o embarcado no mesmo período de 2015.

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