Logística inteligente para abastecer mercado de autopeças pulverizado e diversificado

Parte estratégica da indústria, a logística tem evoluído, principalmente no setor de autopeças para atender o mercado de reposição que tem elevada complexidade devido à multiplicação de itens para acompanhar a diversificação da frota circulante que tem características distintas em cada região do País. “É o cliente, a peça mais importante no setor de logística”, afirma Alexandro A. Barbosa, gerente de logística e planejamento da Nakata Automotiva, empresa especializada na fabricação e distribuição de componentes automotivos para o mercado de reposição. Por isso, segundo o profissional, o Centro de Distribuição deve operar com as melhores técnicas, sistemas e mão de obra qualificada para não espalhar sintomas por toda a organização e cadeia.
“Todos os processos em logística devem ser bem estabelecidos e controlados. São como um conjunto de engrenagens, caso uma delas não funcione corretamente, provoca prejuízos em toda a cadeia de valor da reposição independente”, explica o gerente da Nakata, que conta com dois centros de distribuição, totalizando área de 13.000 m².
Segundo Barbosa, o recebimento dos produtos precisa acontecer no tempo correto considerando a questão qualitativa e quantitativa, com um time de inventário atuante que consegue manter a acuracidade do estoque para que no momento da separação, as peças estejam nas quantidades e locais certos. “Quando já disponibilizadas as peças para o faturamento, a transportadora já deve estar com o veículo dentro do Centro de Distribuição para carregar e seguir viagem”, diz.
Para ele, as engrenagens precisam funcionar, especialmente, em um País com dimensões continentais, e que apresenta legislação tributária que privilegia a ineficiência. “Ter os produtos certos, nos locais certos, a custos competitivos é tão importante quanto a qualidade e faz diferença, pois partimos da premissa que não existem veículos parados esperando por nossas peças, ou elas estão no local certo, na hora certa ou, perdemos esta venda”, enfatiza Barbosa, chamando atenção para o fato que há grandes oportunidades de ganhos para a organização e para toda a cadeia de valor na área da logística.
“Empresas que conseguem contornar de forma eficiente os gargalos da logística, como a irregularidade de pedidos, custos, infraestrutura deficiente, aumento de diferentes itens no estoque e fracionamento de cargas e questões burocráticas, saem na frente da concorrência”, conclui.

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