Segmento de Reposição é o único da cadeia a fechar positivo

Pesquisa Conjuntural do Sindipeças aponta retração de quase todos os segmentos do Setor de Autopeças

 

No dia 18 de janeiro, o Sindipeças divulgou a Pesquisa Conjuntural realizada pela entidade com base em dados fornecidos por seus associados. O estudo foi feito em cima do resultado consolidado do período entre janeiro e novembro de 2016. Com base nos números, o relatório apresentou crescimento em somente um segmento do Setor de Autopeças: a Reposição. O Aftermarket teve crescimento de 2,19% no período.
No material divulgado, o Sindipeças edita o Relatório de Acompanhamento Econômico, com os principais indicadores da indústria de autopeças, como faturamento, produção física, utilização de capacidade, nível de emprego e investimentos, além da projeção de produção de veículos no Brasil. Também podem ser consultados dados de produção, venda e estoque de veículos; e informações de operações de crédito para a aquisição de automóveis e comerciais leves, concessão de crédito para a aquisição de veículos por pessoas físicas e inflação para donos de veículos.

 

Principais pontos do relatório

O faturamento referente aos negócios com montadoras, quando a autopeça é vendida para a produção do veículo, teve queda de 3,58% na comparação com 2015. Já nas exportações, o resultado também foi menor. Mas, se analisado em reais ou em dólares, tem uma diferença substancial devido à variação do câmbio no período. Na moeda brasileira, o decréscimo foi de 5,92%, enquanto na moeda norte-americana a queda foi de 12,34%.
As vendas para a reposição e intrassetoriais cresceram 2,19% e 23,16%, respectivamente.

 

Análise do relatório deve ser feita com base na variação

Ainda que alguns números sejam negativos, vale a ressalva sobre o viés positivo. Se ainda houve queda, ao menos em alguns segmentos elas foram diminuindo mês a mês. Um exemplo dessa retomada vem da retração do faturamento em base interanual, que teve resultados menos negativos a cada 30 dias.
Em janeiro e fevereiro, por exemplo, a queda no comparativo com 2015 estava na casa dos 14%. Baixou para a faixa de 6% em meados do ano e chegou a apenas 2,23% no acumulado até novembro.

 

Faturamento líquido nominal consolidado
Variação em % (acúmulo mensal do ano /igual período do ano anterior)

grafico-1

 

Produção industrial das autopeças x das montadoras
Sendo 2012 = 100 (número-índice)

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Faturamento em autopeças x produção de autoveículos
Variação mensal (em %)

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Reposição é a estrela do relatório

O principal destaque do relatório ficou mesmo por conta do resultado das vendas para os mercados de reposição e intrassetorial. Os negócios do Aftermarket, que envolve manutenção preventiva ou corretiva, além de reposição de fluídos, e entre fábricas da cadeia, exibiram, respectivamente, alta de 2,19% e de 23,16%.

Exportação e Empregos não tiveram a mesma sorte

Já para as exportações, os resultados não foram tão positivos. Se analisadas em reais, recuaram 5,92% e quando convertidas em dólares, resultaram em queda de 12,34%. O emprego no setor teve queda em 13,88% no acumulado do ano e a capacidade ociosa avançou 12,66%.

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