Argentina aumenta o cerco às autopeças estrangeiras

Com proteção às fabricantes locais, peças produzidas no Brasil devem perder espaço.

Seguindo movimento que tomou forma em 2016, a indústria argentina segue aumentando sua proteção em relação à invasão do mercado por veículos e peças brasileiras. Após implementar descontos para montadoras que dessem preferência à produção local – projeto similar ao Inovar-Auto -, em julho passado, agora tornou mais restrito o acesso a esse benefício. Inicialmente, o programa de deduções era limitado ao mínimo de 35% em automóveis. Agora, entretanto, a exigência passou a 50%.

A medida impacta diretamente as fabricantes brasileiras, que ganhavam boa parte da concorrência por ter um custo até 35% menor que em unidades argentinas. O governo argentino busca estimular a produção e baratear a produção e comércio de autopeças no país.

Por aqui, o movimento, apesar de ser considerado legítimo, causou desconforto em boa parte dos fabricantes. E essa preocupação é fácil de entender. Afinal, em 2016, a Argentina foi responsável por 28% das exportações do setor no Brasil. Ao todo, o país vizinho importou mais de R$ 1 bilhão em peças brasileiras.

A tendência é que a política mais fechada da Argentina traga impacto tanto às empresas brasileiras, quanto àquelas que têm instalações por aqui e produzem para comercializar com o país vizinho.

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