Google aponta cenário positivo para o Setor de Autopeças na internet

Mercado cresce ao ritmo de 40% ao ano, enquanto o varejo total cresce 25% no mesmo período

Com a queda na venda de carros novos e a necessidade de manutenção de uma frota que tem em média seis anos de vida, o setor de carros usados vem se desenvolvendo de forma significativa. Acompanhando esse cenário, o Google apresenta um mapeamento do mercado, a 2º edição do Estudo do Setor de Autopeças, que promove o cruzamento de dados do setor com insights sobre o comportamento dos brasileiros nas buscas feitas pela Internet.

“A procura pela categoria de autopeças vem crescendo a um ritmo de 40% ao ano, muito acima do esperado, enquanto o varejo total cresceu 25% no mesmo período”, diz Rodrigo Rodrigues, head de soluções de marketing do Google. O estudo do Google também identificou que a maioria das buscas tem origem na região Sudeste, sendo seguida pelo Sul e Centro-Oeste, e que as peças são adquiridas por pessoas da classe A e B, com idade entre 25 e 54 anos e predominantemente homens. As mulheres representam 20% das vendas de autopeças.

Segundo o executivo do Google, esse cenário abre oportunidades em meio a crise também para as pequenas e médias empresas e em especial para as que têm pneus em seu portfólio, ou são especializadas no assunto, e querem oferecer informações mais precisas sobre seus produtos.

“O pneu é um dos mais buscados no Google e desperta três vezes mais interesse do que a subcategoria baterias, por exemplo. Aro e marca são atributos importantes na busca. Aro 14 e 15 correspondem a mais de 50% delas, a busca por capacetes, baterias, farol e volantes também tem crescido”, diz Rodrigo.

Dados do setor:

  • Atualmente a frota tem em média seis anos, exigindo manutenções periódicas. Essa situação tem aquecido fortemente o mercado de Autopeças, que se mantêm resiliente, com previsão de crescimento de 18% em 2017 (Sindipeças), o que representa R$ 12 milhões.
  • De acordo com a Fecomércio-SP, 2% do total de vendas do varejo no Estado de São Paulo já vem de Autopeças, com participação maior do que móveis e decoração (1.3%).
  • O setor tem um faturamento de R$14 bilhões ao ano (Sindipeças e Fecomércio).
  • As vendas online e offline (jan a out/2016) apontaram crescimento de 5,4%. As vendas do varejo encolheram 6.7% e a de automóveis foram reduzidas em 22.8% (IBGE, Fenabrave e Sindipeças).
  • A categoria vem crescendo a um ritmo de 40% ao ano. O varejo total cresce 25% ao ano (Google).
  • A compra de acessórios automotivos (ex.: tapetes e rádio) é basicamente feita por jovens (20 a 30 anos), predominantemente do sexo masculino e pelas classes B e C. Já as peças são adquiridas por pessoas da classe A e B, com idade entre 25 e 54 anos e predominantemente homens. As mulheres representam 20% das vendas de Autopeças (Target Group Index).
  • O comprador de acessórios ou peças está online (82%). 39% deles já são e-shoppers frequentes (Target Group Index).
  • Desde 2015, o volume de buscas pela categoria no YouTube dobrou de volume. São realizadas mais de 20 milhões de buscas mensalmente.
  • As buscas por “faça você mesmo” também cresceram diante da crise (ex.: como testar carburador ou como envelopar carros).(Cresceu a um ritmo de 30% em 2016. Apesar de estar até um pouco abaixo da média de autopeças, teve uma aceleração muito grande. Cresceu 25% em 2015 e 5% em 2014.).
  • Pneus é uma das subcategorias mais buscadas, despertando três vezes mais interesse que Baterias. Aro e marca são atributos importantes na busca. Aro 14 e 15 correspondem a mais de 50% delas (Google).
  • Capacetes, Baterias, Farol e Volantes são subcategorias com maior volume e crescimento, além de Pneus.
  • A região Sudeste é a que mais busca por autopeças, sendo seguida pelo Sul e Centro-Oeste (Google).

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