Produção industrial tem retração

Mesmo contando com significativo aumento na produção de veículos, impulsionada p

elo crescimento da exportação, a indústria nacional teve queda em abril. Dados da CNI, Confederação Nacional da Indústria, apontam que no primeiro mês do segundo trimestre caíram os índices de capacidade instalada e produção de todos os segmentos da economia. As razões podem ser duas: abril teve dezoito dias úteis contra 23 em março, e os fatos políticos que estagnaram os investimentos.

O indicador evolução da produção registrou queda significativa, de 54,8 pontos em março para 41,6 pontos em abril, abaixo até mesmo do fraco abril de 2016, quando esse índice estava em 42,4 pontos. Valores abaixo de 50, segundo a CNI, indicam retração na produção. O resultado do mês passado marcou também o quarto ano em que abril apresentou queda no índice. O último indicador positivo foi em abril de 2013, com 52,8.

O índice de utilização da capacidade instalada, considerado no levantamento como a sigla UCI, caiu de 41,2 pontos para 36,6 pontos de março para abril. Em abril do ano passado estava em 34,7 pontos.

Segundo a CNI, embora seja comum uma diminuição da atividade de março para abril, a queda registrada este ano foi maior.

Para o professor Antônio Jorge Martins, especialista em gestão da cadeia automotiva da FGV, Fundação Getúlio Vargas, abril também foi um mês marcado por eventos no campo da política que geraram incertezas naqueles que tinham algum investimento planejado: “A instabilidade política adiou planos de médio prazo. 60% das compras de veículos são feitas por meio de financiamento. Em maio será pior”, comentou à época Martins.

O índice de utilização da capacidade instalada, considerado no levantamento como a sigla UCI, caiu de 41,2 pontos para 36,6 pontos de março para abril. Em abril do ano passado estava em 34,7 pontos.

A redução do otimismo dos investidores foi verificada na pesquisa: o índice de intenção de investimento para os próximos meses ficou em 46,6 pontos, recuo de 0,4 ponto. Desde fevereiro o índice apresenta certa estabilidade, intercalando pequenas oscilações positivas e negativas, de acordo com análise da CNI. Apesar do aumento de 7,2 pontos na comparação com o ano passado, as intenções de investir seguem baixas.

Quando analisado o indicador que mede a expectativa sobre número de empregados o cenário é de mais demissões na indústria. O indicador caiu de 49,1 pontos para 48,7 pontos e continua abaixo da linha divisória dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo.

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