AUTOMEC NOTA 10

Conforme prevíamos anteriormente, a AUTOMEC  atingiu – e superou – as expectativas de expositores e visitantes. Não somente em termos de quantidade quanto no que diz respeito à qualidade, leia-se público específico do setor, o evento foi muito bem. Agradecemos ao glorioso Anhembí que nos acolheu em tempos passados, mas não há dúvida que o atual São Paulo – Expo é infinitamente superior. Em sendo na Imigrantes, inicialmente pensou-se que a hotelaria seria um ponto negativo,  mas logo verificamos que toda a hotelaria que atende hóspedes e passageiros  do Aeroporto de  Congonhas está a apenas 5 km do evento, o que facilita bastante as coisas. O estacionamento com 4.500 vagas também facilitou a vida de expositores e visitantes que optaram por utilizar carro. Apenas notei que a chegada poderia ser melhor pois as duas “alças” de acesso pela Imigrantes ficam muito estranguladas. Só depois verifiquei que há um acesso melhor por um caminho por detrás do pavilhão.

Quanto à organização, mais uma vez a Reed Exhibitions mostrou porque é uma das maiores empresas organizadoras de eventos do mundo, a Automec foi um show. As ruas estavam espaçosas para a movimentação do público embora nos últimos dias os “totens” que se encontravam nos cruzamentos de algumas ruas atrapalharam um pouco a circulação e perderam sua razão de ser, pois ninguém enxergava o que estava alí escrito.

Crítica maior contra a permissão ( ou omissão ) de músicas e ruídos acima do limite para os ouvidos , utilizados por alguns expositores para atrair gente para seus estandes. Quando a “atração” estava em curso as pessoas se aglomeravam alí para assistir e ninguém mais conseguia conversar  em estandes próximos. Imediatamente após o fim da “atração” todos se dispersavam. Por curiosidade perguntei em momentos distintos às duas pessoas  que já caminhavam após terem assistido a tal atração, qual o estande onde havia a atração que acabara de presenciar. Deram-me a direção de como lá chegar, mas não souberam dizer qual o nome da empresa (ou a marca) expositora naquele  estande. E é aí que reside a diferença entre “gente” e “público”.

Mas, no geral, reparei também um elevado nível de positivismo no ar. Já são mais de 20 anos de Automec e, apesar do quadro de combalida economia em que o país se encontra nesse momento, com inúmeros setores da economia amargando dias ruins, a reposição automotiva teve um ano de bom desempenho  em 2016, que está se estendendo 2017 adentro e as perspectivas são boas. Foi o que deu a entender o astral  da 13ª Feira Internacional de Autopeças.

Ora, quando todos choram à sua volta você tem a opção de sentar e chorar junto ou levantar-se, tomar uma atitude e vender lenços. É óbvio que ninguém deseja o insucesso do outro mas é necessário identificar oportunidades. Como de hábito muitas indústrias realizaram suas convenções naquela semana, aproveitando a presença de seus representantes e seus clientes em São Paulo.

Nota Zero para a paralisação de 28 de Abril. Embora apartidária e respeitando a neutralidade que se espera de uma associação, representamos empresas que têm receitas a cumprir de forma a honrar seus compromissos com a folha salarial, os impostos e o lucro. Os organizadores do movimento grevista  não consideraram o momento ruim da economia e obrigaram o Estado e a Prefeitura a abrirem mão de impostos, causando  também  danos a quem decidiu trabalhar. O ato não foi pacífico, extrapolou no que se considera uma manifestação, aproximando-se de um ato de vandalismo.

Abraços e bons negócios,

Humberto Roliz

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