O comportamento do novo consumidor

Os consumidores têm se comportado cada vez mais como investidores da bolsa de valores. Em outras palavras, escolhem uma lista seleta de marcas para fornecer dividendos. Optam por permanência, mas também mantém expectativas por futuras utilidades que chegam como forma de criatividade, inovação, confiança e liderança.

O sentido de liberdade mudou muito. Ter carro, por exemplo, não é mais aspiracional. Liberdade está agora na experiência e não no que é físico. Ela se encontra na mobilidade. Passa a ser mais difícil entendê-los pelo perfil demográfico. Vivemos uma época marcada pelo fim dos estereótipos e da construção da identidade. O conceito de juventude, por exemplo, para de ser números. Idade de espírito é o termo da vez. A longevidade aliada a aceleração do mundo permite que as pessoas possam reconstruir quem são e suas vidas a qualquer momento.

O conceito de classe social também vem sofrendo deteriorações, isso está cada vez mais claro nos padrões de consumo (menos pautado pelas diferenças de classe e mais por afinidades e gostos pessoais). A influência não vem mais apenas do topo da pirâmide. Ela flui por todos os lados. As pessoas se misturam e interagem muito mais.

As  tecnológicas e culturais não dão mais tempo para separar pessoas em gerações. Se faz necessário criar “clusters” através de conjuntos de hábitos e lifestyle. Isso representa um grande desafio para os institutos de pesquisas que precisarão se reinventar assim como deveria preocupar gestores e empresários, que ainda não perceberam a macrotransição societal em curso.

Não basta ser diferente nos dias atuais, é necessário ruptura e evolução constantes por parte das marcas, numa postura em que nada mais é garantido. O novo consumidor quer ser surpreendidos e serem levados para novos territórios. Relevância significa identificar tendências e incorporá-las em estado de evolução constante.

Deixe uma resposta