Brasil e Argentina reafirmam parceria por Mercosul e novos mercados

A pós dois dias de trabalho, as delegações brasileira e argentina concluíram a III Reunião da Comissão Bilateral de Produção e Comércio com uma série de propostas que têm como objetivo a eliminação dos obstáculos para o incremento do comércio entre os países. O fortalecimento do Mercosul também foi considerado estratégico, de forma a tornar o bloco uma plataforma comercial de inserção dos dois países no mundo.

Sob a liderança do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira e do ministro da Produção da Argentina, Francisco Cabrera, os dois lados concordaram em ampliar o fluxo de comércio. Durante os encontros, Brasil e Argentina concordaram em priorizar as negociações em curso com a União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bem como estreitar laços comerciais com Japão, Canadá e os países da Bacia do Pacífico.

Aproveitando as presidências de Argentina e de Brasil em 2017 no Mercosul, e reconhecendo a liderança que os países exercem na região, Marcos Pereira e Francisco Cabrera ressaltaram durante as reuniões a oportunidade e responsabilidade de construir uma agenda pragmática que apresente resultados concretos e que possa fortalecer o bloco.

Cooperação técnica

Brasil e Argentina darão início, até a segunda quinzena de fevereiro, a uma cooperação técnica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a execução de um plano de ação em facilitação de comércio, com investimento de US$ 250 mil.

A parceria terá os seguintes objetivos: mapear a eficiência e a transparência dos procedimentos em vigor no comércio bilateral; elaborar recomendações para facilitar, reduzir prazos e custos no fluxo comercial entre Brasil e Argentina; harmonizar o Portal Único de Comércio Exterior com a janela única de comércio exterior desenvolvida pela Argentina; e intensificar espaços de diálogo entre os governos e os setores privados.

No sentido contrário, vem dos Estados Unidos a maior parte de autopeças. No acumulado até novembro, as compras somaram US$ 1,51 bilhão, resultado 4,7% menor na comparação com o apurado um ano antes, de US$ 1,58 bilhão. Até o momento, a soma participou com 13,9% do total resultante das importações.

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