Workshop debate futuro do transporte

  A velocidade das mudanças tecnológicas e o impacto da inteligência artificial sobre a economia, principalmente no transporte, estiveram em destaque na abertura do workshop Inovar, Capacitar, Avançar. O evento, realizado na sede da CNT (Confederação Nacional do Transporte), em Brasília, foi o primeiro projeto do Fórum de Inovação do Transporte. O grupo foi criado pelo Sistema CNT para debater o presente e o futuro do transporte no Brasil. O workshop é promovido pelo SEST SENAT em parceria com a Universidade de Stanford, dos Estados Unidos.

    O evento foi aberto pelo diretor internacional da CNT, Harley Andrade; pela diretora-executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart; e pelo diretor-executivo do ITL (Instituto de Transporte e Logística), João Victor Mendes de Gomes e Mendonça. Essas instituições atuam para se tornar indutoras de inovação para o setor no Brasil.

    “O futuro será radicalmente diferente do passado. Mas isso é uma oportunidade”, disse Neil Jacobstein, copresidente da área de inteligência artificial e robótica da Singularity University, localizada no Parque de Pesquisa da Nasa, na Califórnia (EUA), primeiro palestrante do workshop. “Vocês falam de um mundo que já é desafiador. Façam essas mudanças trabalharem a seu favor”, disse em relação ao transporte brasileiro.
Para Harley Andrade, debater as inovações e buscar formas de adaptá-las ou desenvolvê-las para a realidade brasileira são medidas fundamentais para aprimorar o transporte, de olho nas mudanças que ocorrerão nos próximos anos.

    Entre os temas que merecem atenção nos debates está a educação profissional para o transporte, que deve ser fortalecida com a introdução de ferramentas que tornem o serviço cada vez mais seguro e eficiente. Conforme a diretora-executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart, a instituição está atenta às transformações e já está executando projetos com o objetivo de preparar os profissionais para as mudanças. Entre eles estão a aquisição e a instalação de simuladores de direção híbridos, de empilhadeiras e de navegação nas Unidades Operacionais.

    João Victor Mendes de Gomes e Mendonça, do ITL, também destacou os projetos desenvolvidos pelo Instituto de Transporte e Logística para a geração do conhecimento, aprimoramento do capital humano e inovação da atividade transportadora. Segundo ele, o trabalho do instituto está voltado à identificação de tendências e a estimular a inovação e o uso de novas tecnologias para solução dos desafios enfrentados pelo setor.

Deixe uma resposta