Dificuldades do Varejo e como Resolver

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Veja algumas dos principais diferenciais que uma loja de autopeças pode ter para se manter competitiva

Já se foi a época em que era uma tarefa “simples” abrir e manter um varejo de autopeças. Ter um ponto com boa movimentação e dois funcionários no balcão eram o ponto de partida. O resto, ia se aprendendo na prática. Hoje, se destacam os gestores mais preparados e as lojas e fornecedores que se mantiverem de acordo com os padrões mais profissionais exigidos pelo mercado. Nos tempos modernos, o varejo não se limita ao balcão e traz a necessidade de eficiência também de distribuidoras e transportadoras que precisaram se ajustar para atender as novas demandas.

 As principais mudanças são resultado de um avanço do setor automotivo que dispensa explicações mais profundas: os poucos modelos – e por consequência peças – que dominavam o mercado, se transformaram em centenas e até milhares com ainda mais componentes e funções. Aquela loja que atendia os principais modelos, hoje já não o faz mais. A boa loja é aquela que é especializada. Seja em uma montadora, seja em um sistema. A grande variedade trouxe novas exigências.

Mesmo com lojas cada vez mais especializadas, os estoques cresceram. Os esforços para atenderem as necessidades dos clientes englobam um distribuidor com bom preço, bom portfólio e confiável, o que depende de uma transportadora com preço, serviço e que vai realizar as entregas. As peças na loja: é fundamental um sistema de gestão eficiente que vá te auxiliar na hora da venda e não te deixar na mão com erros que gerem prejuízo. E na ponta, é essencial contar com um colaborador que não seja um balconista, mas sim um especialista em venda de autopeças, que entenda o seu estoque, suas aplicações e o aplique ao que o cliente precisa.

O varejo de autopeças tem dificuldades que não tinha há 20, 30 anos. Porém, são passíveis de correção.

 

Confira Os 6 principais exemplos:

 

Valores visuais para aumentar as vendas

Um bom exemplo de conceitos visuais que alavancam as vendas, o chamado Visual Merchandising, são as grandes farmácias. Os produtos são organizados minuciosamente para fazer o cliente comprar o que o levou até a loja e também aquilo que ele não lembrava que precisava.  Desde a iluminação até os banners na fachada da autopeça podem guiar a uma compra de um filtro de ar ou um óleo lubrificante, por exemplo.

 

Pré-venda e Venda por telefone

A porta de entrada do cliente na loja de autopeças deixou de ser, muitas vezes, a porta da frente. Com uma busca na internet o telefone da sua loja está disponível e, a partir dali, ele já está em processo de compra. Por isso, é primordial o atendimento com qualidade e conhecimento para impulsionar a concretização da venda ou a ida do cliente à loja.

 

Controle de estoque

Fazer uma análise precisa dos componentes mais vendidos é a melhor forma de antecipar a necessidade do cliente. Além disso, o controle do que entra na loja e sai é fundamental para minimizar custos, evitar desvios e garantir a melhor margem. A organização do estoque também interfere na qualidade do atendimento ao cliente. Um estoque organizado e controlado permite ao vendedor a noção exata do produto e o menor tempo para localizá-lo no sistema e na loja.

 

Comércio Eletrônico

Você pode não querer (ou não saber como) transformar o seu negócio do ponto físico para o virtual. A boa notícia é que você não precisa. Mas, com as novas tecnologias e a internet disponível para todos os potenciais compradores, é bom que você saiba que, geralmente, a primeira busca para a compra é feita pela internet. Ou seja, o comprador procura lojas, endereços e telefones, essencialmente. Nesse momento, diversos resultados com a possibilidade de realizar a compra online vão ser apresentados. Mais uma vez: por mais que não seja uma má ideia, você não precisa fazer a venda online. Mas, seria um grande impulso que você elaborasse um site funcional ou até uma página em alguma rede social para apresentar melhor seus produtos e sanar dúvidas.

 

Rodrigo Carvalho, diretor da Speed Work Transportes

Distribuidora logistica

Uma pequena dificuldade que enfrentamos é com a dificuldade de embalagem de produtos com baixo valor agregado, normalmente inadequada. Agora, o principal problema enfrentado envolve o número de assaltos de cargas. A falta de segurança impacta nos custos. Para se ter uma ideia, pagamos, à seguradora, franquia de 10% em caso de roubo da carga transportada. Em caso de autopeças, essa franquia dobra indo para 20%”.

 

Alfredo Corapi, sócio proprietário da Altese Autopeças

Alfredo da altese

Altese autopeças

A maior dificuldade que encontramos no varejo é com mão de obra. O profissional  não pode ser mais só um balconista, é praticamente um consultor técnico. A diversificação dos modelos dificulta muito o trabalho no dia a dia. Há algum tempo eram 100 modelos, hoje há 1500.

Quando há o despreparo do profissional sofremos muito com erros e devolução de peças. Por isso, investimos em treinamentos específicos, atualização constante e até em um curso de mecânica básica para o profissional entender o funcionamento dos componentes que vai vender.

Outra dificuldade que encontramos é com relação aos catálogos. Pela grande variedade de modelos e diferenças de peças empregadas em cada um, quando há um material mais completo é um grande ganho no balcão na hora da venda. Um sistema de gestão eficiente da loja e um catálogo bem feito são de grande ajuda no dia a dia”.

 

André Luiz Bastos, diretor Comercial da Riolub Distribuidora de Lubrificantes

Andre da riolubLubrificantesA maior dificuldade é saber quem realmente é seu cliente. As dificuldades nascem desses equívocos de entendimento, pois, atender a tudo e a todos é impossível. Tanto acredito nisso que vejo cada vez mais forte o crescimento dos especialistas por segmento. Depois vem, na minha opinião, a maior dificuldade de todos os distribuidores, a parte humana. Nosso mercado é residual, isto é, ninguém se forma para trabalhar em nosso segmento. Sendo assim, o distribuidor precisa ter a capacidade de contratar bem e, acima de tudo, treinar bem esse profissional. Naturalmente a capacidade intelectual e tecnológica fará toda a diferença. Cada vez mais temos que utilizar a tecnologia para nos aproximarmos do varejo, com informações e projeções. Acredito nas pessoas e na tecnologia para diminuirmos e melhorarmos nossas relações comerciais com o varejo”.

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