Venda de caminhões deve crescer 30%, projeta Meritor

Depois de superar a crise dos últimos três anos, considerada pela empresa a maior recessão da história do País, a Meritor percebeu a volta do crescimento do segmento de caminhões a partir do segundo semestre do ano passado e suas projeções para este ano são boas. De acordo com o diretor geral para América do Sul, Adalberto Momi, o mercado crescerá 30%.

“Com o crescimento do mercado acredito que a produção da Meritor crescerá 30%, assim como sua receita, que tem a mesma projeção para o ano.”

Com a retomada do mercado a Meritor pretende contratar até 135 funcionários até dezembro.

Para atingir o crescimento projetado a empresa acredita que o segmento extrapesado continuará sendo o carro-chefe, puxará a expansão ao longo do ano por causa do setor agrícola — e a Meritor atende a todas as empresas produtoras de extrapesados, aproveitando o bom momento do mercado.

Crescimento também é esperado no segmento leve, para o qual a empresa lançou novidades recentes e no qual espera maior participação: “Nosso trabalho sempre foi focado nos pesados, mas agora estamos cada vez mais fortes no segmento dos leves. Já temos novidades que estão sendo oferecidos aos clientes, produtos de prateleira”.

Novos projetos estão sendo reavaliados, disse Momi. Antes de definir futuros investimentos a Meritor está em processo de visitas específicas a seus clientes visando a análise conjunta dos projetos atuais e à prospecção de novos exatamente para definir seus interesses, principalmente aqueles que estavam previstos antes da crise.

“É preciso lembrar que mesmo durante a crise não paramos de investir. Foram R$ 16 milhões nos últimos três anos para modernizar a fábricad Osasco, com novas linhas de produção e robôs. Hoje temos as mesmas plataformas que outras unidades da Meritor têm em outros países.”

Ele acredita que seja muito difícil o mercado retomar, rapidamente, o volume de 2011 e 2012, pois era uma época de euforia, com PIB em alta e facilidades de financiamento muito grandes: “Naquela época o mercado cresceu demais e não era um crescimento sustentável, não era possível manter o mercado como estava. Atualmente acho que é possível chegar de 100 mil a 120 mil unidades até o fim da década de maneira saudável”.

Atualmente, no Brasil, os principais clientes da empresa bsão, pela ordem, Man, Volvo, Ford, Iveco e Daf. A fábrica de Osasco, SP, opera com 60% da capacidade produtiva e, depois de quase três anos, foi encerrado acordo com o sindicato por meio do qual os funcionários trabalhavam um dia a menos por semana para adequar o volume de produção.

Fonte: AUTODATA

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