ABCAR realiza o 1º evento do país voltado para reciclagem automotiva

A ABCAR (Associação Brasileira de Reciclagem Automotiva), realiza neste fim de semana (entre os dias 1 e 3/06) o 1º Reclicaauto, encontro inédito no país voltado a desmontagem automotiva. O evento, que contará com exposição de empresas ligadas ao setor e também um ciclo de palestras, acontece no Hotel Santo Agostinho, em Bragança Paulista. Mais informações sobre o evento no site http://www.reciclaauto.org.br

Mais de 300 empresários do setor, que movimenta cerca de 3 bilhões de reais por ano, já confirmaram presença.

“A realização do 1º Reciclaauto proporciona uma nova visão do mercado de desmontes, oferecendo oportunidades de crescimento, atualização e valorização de quem trabalha há muito tempo neste ramo. Além disso, mostra o seu potencial de crescimento que atinge apenas 8% do mercado movimentando 2 bilhões por ano no mercado paulista, tendo previsão de dobrar este valor no período de 2 anos”.

 

Reciclaauto

O primeiro dia do evento, que contará com a presença do diretor-presidente do Detran-SP, Maxwell Borges de Moura Vieira, será marcado por um leilão de carros apreendidos pelo Detran-SP, que deverá movimentar por volta de meio milhão de reais. Nesse dia também será leiloado um Rot Rod Ford 1932 e outros veículos selecionados especialmente para esse evento.  Nessa mesma data acontece a abertura da feira que contatará com empresas na área de equipamentos para o uso na desmontagem de peças, organização de leilões e de suporte e soluções em tecnologia da informação.

Durante o segundo dia os participantes contarão com 6 palestras que discutirão temas como capacitação de pessoas, segurança produtividade, gestão financeira, vendas on-line e o panorama e expectativas para o setor de reciclagem automotiva.

O evento encerra no domingo uma visita guiada no maior desmonte da América Latina, o Auto Shop Dois Irmãos, na cidade de Carapicuíba, São Paulo. Durante o tour serão demonstrados os processos de desmontagem de veículos, qualificação de peças, estoque informatizado, funcionários capacitados e a separação de materiais e resíduos.

 

Dados do Setor

  • O mercado americano de reciclagem automotiva é o 9º colocado no PIB americano que em 2016 vendeu 31 bilhões de dólares em peças usadas. E em 2017 com técnicas de vendas voltadas para o mercado eletrônico aumentou em 10 bilhões de dólares ao ano, alcançando 41 bilhões de dólares.
  • O mercado paulista de reciclagem automotiva movimenta 2 bilhões por ano, tendo previsão de dobrar este valor no período de 2 anos.
  • Em janeiro de 2014 é publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo a Lei 15276/2014, mais conhecida como a Lei dos Desmanches, que passa a vigorar em julho do mesmo ano. O Estado de São Paulo foi pioneiro na regulamentação dessa lei específica sobre os desmanches, que mais tarde influenciou a Lei Federal 129777/2014.
  • A Lei dos Desmanches passa a exigir que as empresas do ramo se cadastrem no site do Detran-SP. As empresas credenciadas podem arrematar veículos vendidos como sucata ou destinados à reciclagem nos leilões promovidos pelo Detran e, posteriormente, comercializar essas peças. São exigidas notas fiscais de entrada e saída dos itens, com indicação dos compradores e vendedores.
  • Algumas mudanças estruturais nos desmanches também fizeram parte das exigências da Lei dos Desmanches. Entre elas:
  1. Possuir instalações e equipamentos que permitam a remoção e manipulação, de forma criteriosa dos materiais com potencial lesivo ao meio ambiente, tais como fluidos, gases, baterias e catalisadores;
  2. Possuir piso 100% impermeável nas áreas de descontaminação e desmontagem do veículo, bem como na de estoque de partes e peças;
  3. Possuir área de descontaminação isolada, contendo caixa separadora de água e óleo, bem como canaletas de contenção de fluidos;
  • Segundo a Secretária de Segurança Pública do Estado de São Paulo houve uma queda de 25,1% nos roubos e furtos de veículos de janeiro a abril de 2017 em relação a igual período de 2014, ano em que a lei entrou em vigor e em 33% no primeiro trimestre em 2018.

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