Com acordo com bloco europeu, montadoras serão testadas

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Bloco europeu – Montadoras terão de remanejar planos de investimentos pensados para o mercado regional e melhorar a competitividade para se adaptar ao acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Mesmo diante de desafios, executivos do setor acreditam que o pacto será benéfico. Livre-comércio entrará em vigor em 15 anos.

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia cria um “senso de urgência” para que a indústria automobilística brasileira busque competitividade e tenha produtos para atender o consumidor europeu, segundo executivos das montadoras instaladas no País.

Para eles, as empresas precisam desenvolver planejamento estratégico para as exportações futuras e trabalhar, em conjunto com o governo, num tripé que envolva crédito para exportação, logística e questão tributária.

Embora o livre-comércio só entre mesmo em vigor em 15 anos, desde já a indústria local precisa adequar planos de investimento antes pensados principalmente para atender ao mercado regional.

“Teremos de transformar a exportação em necessidade, pois a competitividade será questão de sobrevivência”, diz Rogelio Golfarb, vice-presidente de Estratégia, Comunicação e Relações Governamentais da Ford América do Sul.

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Na questão do crédito, será preciso avaliar custo, disponibilidade e velocidade de concessão por parte do setor financeiro, diz ele, ressaltando não se tratar de crédito subsidiado. Também é necessário pensar na logística, por exemplo, avançar no transporte por cabotagem, assim como na questão tributária, tema que já é foco das reformas que o governo pretende fazer. “Não podemos exportar tributos”, afirmou.

Sobre a capacidade de ter carros para competir com os europeus, Golfarb cita o EcoSport, utilitário-esportivo desenvolvido no Brasil e produzido também na Romênia (de onde vai para a Europa), China e Índia. “Temos expertise e experiência para desenvolver e produzir veículos de alta tecnologia. Temos competência para vender o projeto, mas não competitividade para vender o produto.”

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Fonte: O Estado de S. Paulo