Bimestre tem redução no déficit da balança de Autopeças

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A balança comercial de autopeças terminou o primeiro bimestre com déficit de US$ 625,9 milhões, valor 39,2% mais baixo que o registrado no mesmo período de 2018. O resultado decorre de uma queda acentuada de 21,9% nas importações (US$ 1,75 bilhão) no período. As exportações caíram também, mas apenas 7,4% (US$ 1,13 bilhão). Os números foram divulgados pelo Sindipeças, entidade que reúne fabricantes do setor.

Sindipeças atribui as alterações na balança e a redução do déficit à volatilidade do câmbio e também às incertezas causadas por falhas de comunicação do governo, às dúvidas provocadas por declarações da GM e pelo anúncio do fim da operação da Ford no ABC.

A queda nas exportações para a Argentina (-39,2%) foi em parte compensada com o aumento nos embarques para Estados Unidos, México, Chile, Colômbia e Peru. A crise no país vizinho fez com que ele se tornasse o segundo e não mais o primeiro destino das autopeças brasileiras desde o começo do ano. Os EUA são agora o maior comprador: US$ 259,2 milhões no bimestre e 23% de participação.

Japão supera Alemanha em fornecimento

No caminho oposto, a China se manteve como maior fornecedora de componentes, com US$ 307,4 milhões e 17,5% de participação. O segundo lugar, porém, foi tomado da Alemanha pelo Japão, que enviou para o Brasil US$ 169,5 milhões em autopeças.

O aumento de volume de vendas de carros fabricados no Brasil por Toyota, Nissan e o crescimento da participação de transmissões automáticas trazidas do Japão (e utilizadas por Volkswagen e FCA, por exemplo) ajudam a explicar o crescimento das importações do Japão. A vantagem sobre a Alemanha ainda é pequena, menos de US$ 4 milhões, mas pode se ampliar durante o ano.

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