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Cadeia produtiva do GNV quer redução no preço do combustível

Para empresários de sete estados – Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Pernambuco, o aumento superior a 40% no preço do GNV realizado pela Petrobras no início do mês em todo Brasil, acumulando 98% nos dois últimos anos, estagnou os investimentos. Com isso, o consumo de gás natural reduziu consideravelmente em toda a cadeia de distribuição do combustível, prejudicando o desenvolvimento econômico do setor.

O assunto foi discutido pelo Comitê Nacional da Cadeia Produtiva do GNV em reunião realizada no último dia 14/02, no Rio de Janeiro, com cerca de 50 representantes, para tratar de soluções que possam reverter a atual situação de declínio do setor. Além dos empresários e das entidades representativas deste segmento, o encontro contou com a presença da ANP, Inmetro e Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Rio de janeiro (Sindirepa Rio), Celso Mattos, que está à frente do comitê, se a situação não for revertida pela Petrobras, dentro de 45 dias poderá haver a demissão de mais de 160 mil trabalhadores em todo país, além do fechamento de centenas de empresas.

“Esse aumento injustificado do preço do GNV afetou todos os segmentos da cadeia produtiva. Queremos saber, de forma transparente, quais motivos levaram a Petrobras a decidir por esse reajuste, que vem prejudicando não só a todos os empresários envolvidos, mas ao consumidor, que está pagando preços absurdos. Para se ter uma ideia de como o setor está travado por conta desse reajuste, basta observar que a instalação do kit gás, por exemplo, está praticamente zerada em estados como Minas Gerais e São Paulo. No Rio de Janeiro, estado que detém mais de 75% do mercado nacional de consumo do GNV, esse tipo de prestação de serviço, em média, caiu pela metade e as demissões já começaram”, destaca.

Segundo Mattos, o Comitê Nacional do GNV tentou marcar uma reunião com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, para tratar do assunto com urgência. No entanto, a resposta dada foi que a agenda dele está tomada até maio, o que causou grande preocupação entre os empresários e representantes deste segmento de mercado, incluindo fabricantes, instaladores, conversores, donos de postos de abastecimento, entre outros agentes.

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