Freio ABS agora está disponível também para motocicletas de baixa cilindrada

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Qualquer um que conduzir uma moto pode atingir o máximo de aceleração facilmente. Mas não são todos os que sabem frear de forma correta. Nos carros, os freios com tecnologia ABS já são mais comuns, fazendo com que o motorista tenha mais controle e segurança, uma vez que o sistema ABS evita o travamento das rodas. No caso das motocicletas, durante muito tempo, o componente foi restrito apenas para modelos topo de linha. Mas isso está mudando.

Desde 2017, no Brasil, as motocicletas com potência acima de 300 cc já devem chegar ao consumidor final com freio ABS de fábrica. Três anos antes, em 2014, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) já havia definido umcronograma com o objetivo de, aos poucos, implementar a obrigatoriedade de que todos as motocicletas acima de 300 cc devam possuir o componente. Neste ano, 60% de todas as motocicletas de alta cilindrada fabricadas possuem sistemas de freio antibloqueio e, no começo de 2019, este percentual deve, finalmente, atingir os 100%. Porém as motos correspondentes a este segmento compõem apenas 4,30% de todo o segmento de motocicletas no mercado nacional, excluindo da obrigatoriedade os 95,70% das motos restantes(sendo o total de 83,86% de cilindradas entre 51cm³ a 160cm³), conforme o Anuário de 2017 da Abraciclo, das q uais contarãonessa resolução com CBS (CombinedBrake System) obrigatório e ABS opcional.

Pensando em atender todos os mercados, inclusive os de baixo custo e as motocicletas que estão mais presentes nas nossas ruas, a Continental desenvolveu um freio ABS de um canal, chamado de MiniMAB. A estrutura deste componente é pequena e leve, ideal para atender, além de modelos mais robustos, as necessidades das pequenas motocicletas e modelos mais básicos, facilitando a instalação e garantindo eficiência. O sistema consiste em impedir que a roda dianteira trave em frenagens mais bruscas, garantindo a dirigibilidade do veículo de duas rodas, consequentemente melhorando a estabilidade podendo evitar quedas e acidentes.

 

Diferenças entre um freio comum e o ABS

Ambos os sistemas possuem duas pastilhas de freio que são responsáveis por pressionar o disco de freio, fazendo com que o veículo possa parar. A diferença está no bombeamento do fluído de freio até chegar as pastilhas. Com o sistema de antibloqueio das rodas (ABS), o fluxo de fluído de freio enviado para as rodas é controlado de formar a evitar o travamento das rodas, garantindo a dirigibilidade, melhorando a estabilidade do veículo e consequentemente reduzindo a distância de parada. O motociclista poderá então exercer a máxima força de frenagem que o sistema deverá garantir a máxima eficiência de frenagem de forma segura.

 

Acidentes envolvendo motocicletas

Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem e do Ministério dos Transportes Rodoviários da Índia, 26% dos acidentes envolvendo motocicletas poderiam ter sido evitados se elas fossem equipadas com freios de tecnologia ABS. Em regiões como a Ásia, por exemplo, onde o mercado é totalmente popularizado.

“Estudos apontam que mais da metade dos acidentes de trânsito com vítimas fatais envolvem motocicletas. Então, é de extrema importância que essa obrigatoriedade entre em vigor. Por isso, desenvolvemos um sistema que seja acessível para todos os modelos e mercados, criando uma solução que mesmo sendo mais simples, oferece a mesma eficiência dos freios mais robustos dos automóveis, por exemplo”, afirma Fabricio Menezes, engenheiro-chefe do centro de pesquisa e desenvolvimento de sistemas de freios da Continental.

 

Mercado asiático

Naquela região, o número de motocicletas nas ruas triplicou nos últimos anos. Muitos dos modelos são os mais básicos, como as famosas Scooters, além do alto número de versões mais antigas e sem a manutenção correta e necessária. Pensando nisso, neste ano, será obrigatório que toda motocicleta a partir de 125 cc seja equipada com freios ABS. A medida foi tomada por conta do alto número de acidentes envolvendo veículos de duas rodas, além da confirmação de estudos apontando que boa parte deles poderia ser evitado caso o equipamento fizesse parte do conjunto de peças que integram as motos.

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