Logística reversa para filtros de óleo é obrigatória

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Desde outubro de 2018, a logística reversa em diversos segmentos, entre os quais os filtros usados do óleo lubrificante automotivo, passou a ser exigência técnica ambiental para a emissão ou renovação das licenças de operação no Estado de São Paulo, conforme determina a Decisão de Diretoria CETESB n°076/2018/C. Em paralelo, a logística reversa dos filtros usados do óleo lubrificante automotivo também é lei nos estados do Paraná, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, sendo uma tendência condicioná-la ao licenciamento ambiental.

Assim, fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores precisam se adequar e cumprir as metas gradativas de recolhimento e destinação ambientalmente adequada, tarefa que leva tempo e consome muitos recursos se realizada individualmente.

“É preciso agir para evitar multas e empecilhos ao funcionamento da empresa”, afirma João Moura, presidente da Abrafiltros. “O principal impacto é que na fabricação, o filtro do óleo lubrificante automotivo não é resíduo perigoso, mas passa a ser após o uso devido ao óleo lubrificante contaminado. Por isso, necessita de tratamento adequado por empresas especializadas para ter o descarte ambientalmente correto e cumprir a legislação de logística reversa, processo alheio à finalidade das empresas fabricantes, importadoras e de comercialização”, complementa.

Criado e gerenciado pela associação, o Programa Descarte Consciente Abrafiltros reduz os investimentos necessários e o tempo para cumprimento da legislação pelos associados, tendo por alvos principais fabricantes, importadores e distribuidores de filtros que comercializem produtos com marcas próprias. “Através do programa, as empresas têm a vantagem de cumprir os percentuais de coleta em cada Estado com maior rapidez e economia, sendo o programa reconhecido pela eficácia e excelência junto aos órgãos ambientais. Por ser uma iniciativa de interesse de grupo, há diluição de custos, redução de pessoal e investimentos, o que beneficia todos os participantes”, comenta Marco Antônio Simon, Gestor de Projetos da Abrafiltros e coordenador do programa. Ele explica que o trabalho das empresas também é reduzido, pois a Abrafiltros negocia com os governos as metas de descarte, contrata as empresas logísticas, monitora e apresenta os resultados.

“Quanto maior a participação das empresas que fabricam, importam e comercializam filtros com marca própria, maior a abrangência geográfica e o volume de coleta”, complementa.

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