No Dia das Micro, Pequenas e Médias Empresas, veja o que mudou após um ano de pandemia nas companhias

O Dia das Micro, Pequenas e Médias Empresas é celebrado no próximo dia 27 de junho. Estas empresas têm um papel fundamental na economia mundial, garantindo de 60% a 70% do total de empregos, instituindo um pilar social e econômico essencial. A data foi proclamada por meio da Resolução 71/279, adotada na Assembleia Geral das Nações Unidas, em 6 de abril de 2017.

Com a pandemia do Covid-19, muitas empresas sentiram o impacto da crise econômica. Em contrapartida, outras surgiram ou se reinventaram e, após pouco mais de um ano, contam como driblaram as dificuldades vivenciadas por inúmeras companhias.

Fundada em 2017, a Arbo Imóveis é um marketplace do mercado imobiliário, que simplifica as transações para locatários, proprietários, administradores e compradores de imóveis. No último ano, registrou crescimento de 74% no volume transacionado. Este crescimento é reflexo do número de clientes atendidos e projetos para o futuro. “As expectativas são de que a Arbo continue seu crescimento de forma exponencial, oferecendo novos produtos para proporcionar mais transações imobiliárias. Além disso, temos como meta, até o final do ano, dobrar de tamanho em relação ao início de 2021 em número de funcionários”, diz Manoel Gonçalves, CEO da marketplace.

Allugator é a maior plataforma de aluguel e assinatura de eletrônicos da América Latina e a segunda maior do mundo. No último ano, o site de assinatura de eletrônicos cresceu 900% em faturamento e, hoje, conta com mais de 2 mil usuários ativos, espalhados por 25 estados brasileiros. “Quando idealizamos criar uma empresa que alugasse celulares, pensamos realmente na transformação do mercado de smartphones. A nossa expectativa para 2021 é chegar aos 10 mil usuários ativos. No final do ano passado, disponibilizamos a pré-venda do tão aguardado iPhone 12 e, em poucas horas, mais de 1.000 reservas foram realizadas”, conta Cadu Guerra, CEO da fintech.

Fundada em 2017, a Niduu, aplicativo que usa os elementos de games para desenvolver colaboradores com treinamentos de forma fácil e rápida no celular, já capacitou mais de 200 mil colaboradores, registrando uma taxa de engajamento de mais de 80%. Presente em 19 estados, a solução em treinamentos gamificados atinge colaboradores de todos os níveis de formação. Em 2020, a edtech teve um aumento de 232% no número de usuários no app em comparação ao ano anterior. Entre as empresas que têm investido no treinamento online, estão Roldão, iFood, Grupo Mateus, Dia, Suvinil e KPMG. “O ano de 2020 foi difícil para muitas empresas, mas como todo período turbulento, também acaba gerando algumas oportunidades. Não era mais possível reunir várias pessoas no mesmo lugar e, consequentemente, os treinamentos tradicionais foram afetados. Como a Niduu nasceu justamente para sanar essa dor e oportunizar o desenvolvimento de pessoas, por meio do celular, o contexto acabou abrindo mais portas para o nosso segmento”, diz Júnior Mateus, Co-CEO e cofundador da empresa.

CargOn , logtech que atua como operador logístico digital no gerenciamento do transporte de indústrias e transportadoras, nasceu em março de 2020, em plena pandemia. Há pouco mais de um ano no mercado, já recebeu três aportes financeiros e se prepara para receber uma Série A ainda este ano. A startup, que segue crescendo na faixa de 40% ao mês, já movimentou mais de R﹩ 600 milhões em fretes desde o início da operação e prevê chegar a mais de R﹩ 20 bilhões até o final deste ano. No período, foram transportadas 140 mil cargas, com expectativa de 500 mil para 2021. Atualmente, a CargOn tem 50 mil cadastros ativos de motoristas na plataforma, com estimativa de 100 mil downloads de seu app ao longo de 2021.

Com mais de dois anos de operação, o aplicativo Kinvo , que consolida produtos financeiros de bancos e corretoras em um só lugar, atraiu interesse do maior banco de investimentos da América Latina, sendo adquirido pelo BTG Pactual por R﹩72 milhões, em março deste ano. Com sede em Salvador (BA), a fintech se diferenciou por sua plataforma B2C que, atualmente, está com mais de 700 mil usuários, que somam mais de 137 bilhões em investimentos cadastrados. Recentemente, realizou a antecipação de seu primeiro open banking, a partir de parceria com o Mercado Bitcoin, maior plataforma de ativos digitais da América Latina, e segue negociando novas parcerias e conexões. “Vamos anunciar mais duas casas grandes no Brasil. A ideia é que, até o final do ano, a gente tenha interligado, pelo menos, as 20 maiores do país”, conta Moacy Veiga, CEO do Kinvo.

Fundado em 2019, foi em meio a pandemia, no ano de 2020, que o Magis5 , Hub de Integração e Automação para vender em marketplaces, viveu um grande divisor de águas. A ferramenta cresceu 450%, quintuplicou o faturamento e saiu de cinco funcionários, no início do ano, para 40 profissionais no time. Para 2021, a expectativa é crescer cinco ou seis vezes mais até o final do ano. “É interessante perceber que, desde o ano passado, estamos em uma crescente. O marketplace é, sem dúvidas, o canal de entrada para quem deseja vender online e conquistar credibilidade”, explica Vitor Lima, CEO do Magis5.

Gofind , primeiro localizador de produtos omnichannel do Brasil, também foi surpreendida durante a pandemia. Foi em 2020 que a scale up dobrou a receita e passou a atender grandes indústrias, como Unilever e Embelleze. Além disso, a empresa foi destaque no Ranking 100 Open Startups, ocupando o terceiro lugar no Top 10 Martechs. Atualmente, a ferramenta é utilizada por mais de 700 empresas e a expectativa para o ano de 2021 é aumentar o faturamento em mais de 130%.

Lançado em meio à pandemia, o SCALEXOPEN , fundo de investimento Venture Capital para startups em estágio seed e pré-seed de base tecnológica e com alto poder de escalabilidade, chegou ao mercado no mês passado e já realizou investimentos nas startups Indigosoft e tiffin foods. A fim de fomentar o empreendedorismo, o Fundo planeja aportar até 30 startups no período de dois anos. “A pandemia impactou todos os mercados, provocando mudanças no comportamento de compra do consumidor, mas, do ponto de vista tecnológico, acelerou grandes oportunidades de transformação digital, mudando toda uma forma de se fazer negócios no mundo”, diz João Alfredo Andrade Pimentel, investidor fundador do SCALEXOPEN.

Fundada há 20 anos, por Adriana Barbosa, a Feira Preta – maior evento de cultura e empreendedorismo negro da América Lantina – realizou a sua primeira edição virtual em 2020, devido à pandemia, e obteve um um faturamento de R﹩ 850 mil reais com a participação de 150 empreendedores. Com o objetivo de impactar positivamente afroempreendedores e contribuir para a geração de renda, mesmo durante a pandemia, a Feira Preta, com apoio do banco Santander, lançou, em maio deste ano, o Marketplace para a comercialização de mais de 500 produtos e serviços desenvolvidos por negros, indígenas, LGBTQIA+ e quilombolas, entre outros empreendedores de causas ativistas que tiveram seus negócios acelerados pela PretaHub. “Comprar e vender no Marketplace Feira Preta é mais do que comercializar um produto, é acreditar no sonho de uma mulher negra de desenvolver potência da inventividade e criatividade preta. É uma ferramenta que gera valor e constrói um mundo de oportunidades para um futuro preto”, explica Adriana Barbosa, CEO da PretaHub e fundadora da Feira Preta.

Dia das Micro

Com apenas cinco anos de mercado, a PPT GO , especialista em produção de apresentações de alto impacto e vídeos interativos, se consolida no mercado como scale up que combina alta tecnologia, time de alta performance, processos ágeis e soluções inovadoras. Com faturamento de R﹩ 3,5 milhões, a empresa alcançou, no último ano, um crescimento de 50%, além de somar mais de 2 mil assinaturas ativas em seu principal produto, o Go Up, uma plataforma de slides pré-prontos para edição. Apesar das dificuldades da pandemia, a PPT GO se manteve ativa no mercado. Para Rodolfo Gomes, cofundador da empresa, o “home office” e o distanciamento criaram um boom de apresentações em vídeo conferências, além do aumento na demanda por vídeos”, afirma.